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sábado, 27 de junho de 2026

O Declínio da Europa

 

O Declínio da Europa


A Europa perdeu a vantagem tecnológica decorrente da Revolução Industrial e procura, desesperadamente, criar um novo ciclo com a "crise" climática. Não vai funcionar! Foi a expansão do comércio internacional, subsequente à descoberta de novas rotas marítimas - de que Portugal foi pioneiro -, que deu origem à primeira Revolução Industrial.


O mercado, a expansão da procura, foi a sua causa. Agora pretende-se forçar um novo ciclo por via administrativa, impondo critérios ao mercado. Não funcionará!


Mas não é tudo; com a caducidade dos atos coloniais, os países europeus perderam a exclusividade do acesso às matérias primas e aos mercados das respetivas colónias bem como do correspondente transporte.


Por outro lado, a competitividade chinesa decorre dos reduzidos custos do trabalho - em regime de semi-escravatura, num contexto de capitalismo de Estado - enquanto na Europa, os custos do trabalho são altos e compulsivamente crescentes.


O Estado Social Europeu, desenvolvido no pós-guerra graças às elevadas taxas de crescimento económico nos trinta anos seguintes, são incompatíveis com as taxas de crescimento atuais.


A exclusividade do conhecimento, que gerou a economia de alto valor acrescentado, inexiste!


Entretanto, o novo ciclo da Revolução Industrial, virá, sem sombra de dúvida, da IA! E que revolução vai ser!


Finalmente, a superioridade normativa europeia, gerada nos séculos XVIII e XIX, fator importante do neocolonialismo subsequente à descolonização, está esbater-se. Enquanto as universidades europeias transformadas em centros de doutrinação ideológica, estão em declínio, os países emergentes, China, Índia, etc., criaram as suas próprias fontes de conhecimento, reduzindo a sua dependência nesta matéria.

Conclusão: De uma forma ou de outra os europeus estão condenados ao empobrecimento; ou reduzem-se os custos do trabalho, ou "descobrem-se" novos fatores indutores de ganhos de produtividade, ou o declínio da quota no mercado internacional continuará a aumentar.


A via, que tem sido seguida, da expansão do mercado interno pela imposição do consumo, é limitada e indutora de tensões sociais.


É neste contexto que surge a questão da imigração; um dos propósitos desta avalanche de imigrantes é, precisamente, o da redução dos custos do trabalho pelo aumento da oferta, apostando na economia de baixo valor acrescentado.


Um delírio gerado pelo desespero.


A UE tem que mudar de rumo, reduzindo tecnocracia e liberalizando a economia.





Peniche, 27 de Junho de 2026

António Barreto

terça-feira, 9 de junho de 2026

Retornados, não. Abandonados, sim!

 

Retornados, não. Abandonados, sim!


Não sei quem teve a ideia de chamar retornados aos portugueses de África que vieram para Portugal por ocasião da independência das ex-colónias. Mas sei que a intenção era a de atenuar a tragédia que se estava a viver. A consciência da culpa e o medo da reação das populações aguçou o engenho aos descolonizadores, auto-convencidos do seu papel divino de libertadores dos povos oprimidos sem perceberem que os atiravam para ao braços do neocolonialismo.


Ora, retornado é alguém que regressa ao local de origem por sua livre vontade. E não foi isso que sucedeu! Vítimas de perseguição dos bandos de malfeitores, a quem os "bravos" do MFA e dos partidos de abril entregaram as províncias ultramarinas, os portugueses de África, ante a passividade das tropas portuguesas, que cruzavam os braços, indiferentes às barbaridades, de todo o tipo de que eram vítimas, foram obrigados a fugir, correndo mil perigos, para salvar a pele. Muitos ficaram pelo caminho, mortos, abusados e estropiados. Muitos eram nativos de África, nunca seriam retornados.


Por conseguinte, o termo mais apropriado para os classificar é o de escorraçados, ou de perseguidos, ou, ainda melhor: os abandonados!


Abandonados pelo país de Afonso Henriques, de D. Dinis, de D. João I, de D. João II, de D. Manuel, de D. Sebastião, de D, João IV e seguintes.


E desse feito juram orgulhar-se os seus autores!


E falam em "reparações" aos que os perseguiram, aterrorizaram, lhes confiscaram os bens e destruíram quase tudo o que foi construído ao longo dos séculos.


Quem aterrorizou, roubou e matou já cobrou as ditas "reparações"!


Para os abandonados do ultramar não há "reparações"! Reconhecer-lhes esse direito seria admitir a culpa, a traição à Pátria. Nunca o farão!


É mais fácil e cómodo atribuir-lhes a culpa da tragédia como consequência da alegada "exploração" dos nativos, esquecendo o suor que derramaram a desbravar e tornar férteis aquelas terras de fim do mundo que tanto amaram.


Nem um pedido de perdão, nem um pedido de desculpas, quanto mais reparações!


E assim nasceu, sem honra nem glória , esta terceira república que, alucinadamente, conduz Portugal e os portugueses à insignificância e ao opróbrio, sem sequer olhar para trás e perceber que Portugal não nasceu em abril de 74, mas da visão e determinação de um Homem há quase 900 anos.




Peniche, 9 de junho de 2026

António Barreto



Benfica - o caso Mourinho

 Benfica – O caso Mourinho


O caso é complexo e não se lhe conhecem os detalhes. Porém, há parâmetros óbvios: Mourinho, despedido do Fenerbahçe, tinha a carreira em declínio. Rui Costa com eleições à vista precisava de um trunfo, Bruno Lage, depois de um meio-brilharete no mundial de clubes e da qualificação meritória para a Liga dos Campeões, tinha perdido a equipa devido à entrada titubeante no campeonato. A chegada de Mourinho deu um impulso motivacional à equipa sénior, às equipas da formação, aos adeptos, resultando num alívio de tensões sobre a Direção e na reeleição de Rui Costa.


Num contexto de disputa dos direitos televisivos, o Benfica foi empurrado para fora da Lga dos Campeões, atirado para a Liga Europa, sob condição, com o propósito de desvalorizar o clube e reduzir a sua quota na distribuição dos direitos televisivos. Tenho a impressãde que Mourinho tinha anticorpos no Benfica e, por outro lado, não deve ter gostado da passividade do clube ante os sistemáticos "equívocos" de arbitragem, sempre, em prejuízo, direto ou indireto, do Benfica.


A evidente e reiterada subjugação dos clubes ao "manto verde", a perspetiva de deambulação pela 2ª Liga europeia no Benfica, de atacar a Liga dos campeões no Real, e, naturalmente a valorização remuneratória, decidiu Mourinho a aceitar o convite deste, onde Florentino, debatendo-se numa crise de confiança perante os adeptos face ao desastre desportivo da época, carecia, tal Rui Costa de novo trunfo.


E resultou. Foi reeleito, num processo em que o Mourinho anuiu à propaganda eleitoral do Presidente do Real, revelando falta de caráter por estar estar, ainda, ao serviço do Benfica.


Gostaria que tivesse ficado, pois parece-me que estava a fazer um grande trabalho na monitorização dos jogadores da formação,


O certo é que o Benfica não consegue fazer o que o Real fará: contratar os melhores jogadores da Europa. Nem é nisso que reside o mérito dum Treinador.


Confio no Marco Silva, sei que fa um bom trabalho: é competente, corajoso e sente o clube. O que não sei é se a Direção tem capacidade para enfrentar, frontalmente, os inimigos do Benfica.


Porém, já anunciaram uma nova investigação aos clubes de futebol. Cheira-me a esturro. Oxalá me engane, mas o visado deve ser o Benfica. Ilibado do caso Saco Azul, é preciso inventar nova suspeita cuja investigação durará mais dez anos!


O método é simples; consiste em pôr em prática a metáfora de Damocles; manter a espada sobre o pescoço da vítima pronta a desferir o golpe fatal a qualquer momento.


Salvo melhor opinião, é esta a causa primordial do silêncio do Benfica ante as malfeitorias de que tem sido vítima em todas as frentes.


Há uma forma de acabar com isto, mas não vejo ninguém a referi-la: apontar o dedo ao partido do Governo que compactua com o estado atual da arte. Mas isso exige arte, sabedoria, engenho. Infelizmente, os "grandes benfiquistas", os notáveis, só o são se o Benfica ganhar, Ante a injustiça preferem calar-se.


Precisamos de um líder que saiba apontar o caminho aos adeptos e simpatizantes e se coloque à frente das "tropas" frente aos que querem reduzir o clube à vulgaridade. Como disse o outro: “isso são outros quinhentos”



                                       Bert Hardy - A boy and girl hold hands under an archway

                                        in the Gorbals, a slum of Glasgow, 31st January 1948.


Peniche 08 de Junho de 2026

António Barreto