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quarta-feira, 18 de março de 2026

Guerras do Século XXI

 

    No Irão a guerra prossegue ameaçando alastrar-se. O Irão faz tudo o que pode para internacionalizar o conflito, bombardeando os países vizinhos e bloqueando o estrito de Ormuz. Os EUA pedem ajuda para o desbloquear. E Israel segue implacável destruindo objetivo após objetivo iraniano. O preço do petróleo sobe e os governos aproveitam para encher os cofres. A Europa fala mas não age. Ninguém está para se incomodar, excetuando o Macron. Trump alivia as sanções à Rússia na expetativa de baixar o preço do crude. Parece que os Marines vão ao terreno. Os Curdos também.


    É impressionante, no Mundo Ocidental, santuário dos direitos humanos, a quantidade de gente, maioritariamente progressista, que apoia convictamente um regime, o iraniano, que nega esses direitos à respetiva população! Algo está a correr mal nas democracias. A insana luta pelo poder, radicalizou os políticos, os partidos e as comunidades. Os pressupostos básicos da doutrina democrática desapareceram. Vale tudo. A saudável troca de ideias inexiste. A verdade cede lugar à perceção e a atividade política resume-se à arte de cada um criar perceções de forma a desacreditar o oponente junto da Opinião Pública. Esta insanidade começa nas escolas, aprofunda-se nas universidades e difunde-se para a comunicação social e administração pública. As massas escolhem os seus heróis e seguem-nos atrás dos diabos escolhidos. A noção de bem e do mal é difusa, vai-se alterando, perdem-se as referências morais e éticas. O que ontem escandalizava é, agora, normal. Agravam-se os conflitos sociais, com a permissividade dos governos, perdidos no labirinto da Opinião Pública, atentos à oportunidade de conquistar novos eleitorados. No fundo é só isso que conta. E por aqui morrem as democracias.


    Trump decidiu dar combate ao narcotráfico e ao socialismo na América latina. Depois da Venezuela, em processo de mudança de regime e de líderes, seguiu-se Cuba, em desagregação. No primeiro caso o povo rejubila com a queda do ditador Maduro e a libertação dos presos políticos. No segundo, o povo clama por liberdade e chora de alegria pelos presos políticos libertos. O processo parece irreversível. A seita que tomou conta do Brasil, atolada em corrupção está sob pressão americana. Bolsonaro está entre a vida e a morte. Esperam-se mudanças.


    Em qualquer dos casos os alegados progressistas, condenam os EUA por violação do Direito Internacional, indiferentes ao sofrimento das populações, à sua ânsia de liberdade. O ódio ao conservadorismo tudo justifica. A Europa, essa feira de vaidades, sem mandato para tal, afasta-se dos EUA, determinada a mudar a matriz social e política das respetivas populações, com propósitos ainda indefinidos. Sem referências confiáveis acabará por se desagregar, para gáudio dos seus principais concorrentes, EUA, Rússia e China.



Peniche, 16 de março de 2026

António Barreto

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