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Olhando Para Dentro 1930-1960 (Bruno Cardoso Reis) (Em História Política Contemporânea, Portugal 1808-2000, Maphre - nota...

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domingo, 1 de março de 2026

Trumpfobia

 

Nada do que Trump faça merecerá um elogio de jornalistas e comentariado militante que pululam na comunicação social portuguesa.


No entanto, foi a guerra da Síria - iniciada por Obama - que despoletou o caos migratório na Europa. E foi o democrata" Jimmy Carter um dos principais responsáveis pela queda da monarquia persa e da implantação do socialismo islâmico, cujo dirigente máximo foi essa figura incontornável da "liberdade e dos direitos humanos" o ayatola Khomeini.


Donald Trump parou a guerra na Palestina, congregando os apoios regionais necessários para o desenvolvimento económico na região, impondo a libertação pelo Hamas, de todos os reféns em seu poder, vivos ou mortos. Não é pouco.


Prendeu e levou a tribunal o principal "capo di mafia" da Venezuela e da América latina, de seu nome, Nicolas Maduro, impondo a transição do regime para um padrão democrático e, vejam só, impondo a libertação de todos os presos políticos.

Em ambos os casos a população exulta de alegria e reconhecimento pela perspetiva de uma vida digna.


Cuba, esse "bastião da liberdade", cuja vitória da revolução se consubstancia na fome e repressão dos cubanos, aos quais é negado a liberdade de expressão, de reunião e associação, de exercício de atividade económica livre, e a quem é garantida a cadeia em caso de dissidência - conheci diretamente a realidade cubana - é hoje confrontada com o fim do regime e o possível início do caminho da dignidade, começando, sem demoras, pela libertação dos presos políticos, que não são poucos.


Tudo graças a Trump, esse "idiota louco".

E há o México, um narcoestado, onde o crime organizado - com cerca de 140 mil operacionais -, impóe os seus desígnios ao governo do país que, por imposição de Donald Trump, finalmente, parece trilhar o caminho da dignidade institucional.


E há o Foro de São Paulo, uma organização tenebrosa entre vários países da América latina - da qual faz parte o Brasil - cuja principal missão é a de difundir o comunismo na região e desagregar social e politicamente Europa e EUA, através da disseminação das drogas duras, em associação com os mais violentas organizações criminosas que dominam o negócio da droga, algumas já com presença em Portugal.


Quanto à teocracia iraniana que pratica o terror religioso e político entre a sua população e no mundo livre, deve ser derrubada, pelos perigos que representa para a humanidade, pela liberdade e dignidade do seu próprio povo, que, desesperado, clama por ajuda a Donald Trump.


Porém, para os sábios, sapientes, iluminados, prescientes, impolutos, justos, patriotas, jornalistas, comentadores e políticos em geral, salvo exceções, Donald Trump apresenta sintomas de "patologia" do foro mental. Afinal, o estigma de todos os "desalinhados", sendo que, essa patologia consiste afinal no repúdio do social-comunismo.


Sem comunicação social livre e competente a democracia não funciona. Por alguma razão alguns a consideram o primeiro poder.



Peniche, 1 de Março de 2026

António Barreto


domingo, 22 de fevereiro de 2026

Coisas do Arco da Velha

 

Coisas do Arco da Velha


Vinte e cinco anos depois do ataque às torres gémeas de Nova Iorque, perpetrado por terroristas islâmicos, em que morreram cerca de três mil pessoas, foi eleito um islâmico para Presidente da câmara!


O Brexit verificou-se a 31 de Janeiro de 2020, em consequência do fluxo migratório descontrolado de asiáticos e africanos para o Reino Unido provocado pela política de portas abertas da União Europeia sob o consulado de Angela Merkel.

Hoje, o Presidente da Câmara de Londres é islâmico. O Reino Unido está repleto de imigrantes. O Governo britânico - trabalhista -, é complacente com os distúrbios e crimes por eles praticados, castigando os nativos que os denunciam, vítimas ou não e prometendo guerra sem tréguas à intolerância.


A sete de Outubro de 2023, o Hamas fez uma incursão terrorista em Israel, matando milhares de pessoas - cerca de 1200 - e feito largas dezenas de reféns. Passada a indignação inicial, a reação israelita de retaliação e resgate dos sequestrados, suscitou reação condenatória global intensa e ativa - exceto USA - até aos dias de hoje, consumando-se a inversão do ónus do conflito.

A primeira coisa que me vem à ideia e que parece comum aos três casos, é o conceito de Síndrome de Estocolmo, em que o medo acaba por gerar no subconsciente da vítima uma certa simpatia pelo opressor na expetativa da opressão se tornar mais branda e suportável.


No caso americano era de esperar uma reação profundamente hostil dos nova-iorquinos para com os islâmicos. Eu sei que a demagogia desencadeia muitas boas vontades, mas não consigo deixar de pensar que esta eleição teve um caráter preventivo. Talvez os americanos envolvidos tenham pensado que, com esta eleição, estarão a salvo de novos ataques.


No Reino unido é diferente. Curioso é que a saída da UE não parece ter reduzido a imigração como se pretendia. Pelo contrário, atingiu tais proporções que as autoridades assumiram uma atitude de complacência perante os distúrbios emergentes, silenciando vítimas e punindo denunciantes. E não me parece que os ingleses sofram do tal síndroma. Uma mega manifestação recente comprova-o. E o governo – trabalhista - já declarou, através do Primeiro Ministro, que está disposto a fazer-lhes frente na defesa da integração dos imigrantes. A dimensão eleitoral destes atrai apoios dos partidos de esquerda. Em democracia o que conta é o voto. E o imigrantes são muitos e a somar.


Quanto a Israel, como interpretar o clamor condenatório a um povo vítima de barbaridade atroz? Talvez pela dimensão da retaliação, pelas vítimas que causou entre a população, apesar do empenho na limitação de danos pessoais. Talvez porque o martirizado povo judeu, seja visto pelo poderoso lobi anti-Ocidental, socialista e não socialista, como um dos pilares históricos do capitalismo, que pretendem derrubar. Talvez porque a erradicação do Estado de Israel continue a ser do interesse regional, e não só. Talvez porque uma espécie de corrente invisível tenha amedrontado uma boa parte do “bom e nobre” mundo ocidental restaurando-lhe o velho desígnio de estar do lado certo da história, ainda que aparente.


Serão estes casos entendíveis à luz da psicologia de massas?



Peniche, 22 de Fevereiro de 2026

António Barreto


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Diário Errático

 

15/02/2026 – 18h 45´


O tempo amainou. Sem sol, mas sem vento nem chuva nem frio. O mar está calmo. Estava-se bem na papoa. Li um pouco - A Vitória Traída, segunda leitura - e passei pelas brasas. A Maria jogou solitário.


Pouco a pouco, o caudal dos rios vai normalizando. A reconstrução vai ser demorada e dispendiosa. Segundo consta - foi denunciado pela Joana Amaral Dias -, OGE contempla uma verba de 15 MME para despesas não identificadas. Um saco azul. Certo é que o Governo já meteu entraves às ajudas; pedidos pela net e exclusão de quem tenha dívidas ao Estado. Parece que o PM ainda não percebeu que os recursos administrados pelo Governo são do povo a quem foram extorquidos com os mais variados pretextos.


Uma velhinha, duma aldeia rural, não conteve as lágrimas quando a repórter lhe disse que tinha que pedir ajuda pela net, algo que ela parecia desconhecer! Cinquenta e um anos depois há zonas do país onde o tempo parece ter parado. Inquietante é a aparente indiferença dos governos e classe política em geral. O país esvai-se nas guerras partidárias.


Coimbra, Montemos-o-Velho, ambas as margens do Mondego, foram excecionalmente afetadas pelas cheias. A barragem, cuja construção fora cancelada pela geringonça em 2015, salvo-o-erro, poderia ter mitigado a amplitude das cheias e os correspondentes danos. O principal responsável, a título de recompensa, passeia-se em Bruxelas no seu inútil poleiro dourado.


Marcelo esteve em Coimbra. Com a situação mais desanuviada, elogiou Ana Abrunhosa, a socialista Presidente da Câmara. Foram beber uma pinga de tinto numa tasca. Marcelo aprimorou-se: copo de balão e bochecho. Tranquilo, o seu semblante não refletia o drama do momento. O povo, cada vez mais reduzido à sua condição de eleitor manipulado e contribuinte forçado, digo eu.


Os jornais foram repescar as cheias de 1967 que “o governo quis esconder” (como se tal coisa fosse possível, tal a dimensão da catástrofe!). Enfim, a comunicação social faz juz aos subsídios que recebeu, ou recebe, do governo, desviando as atenções da inépcia da Proteção Civil e Governo, com as “maldades”, alegadamente, cometidas pelo Salazar. Mais um sintoma da falência do regime. Ninguém se lembraria dele outra fosse a realidade.


Acabei de ler o livreco de José Luís de Pina, “Nascido para Mandar”: um pretenso guia prático para ascender à carreira política e progredir na correspondente carreira. Uma ironia algo divertida, que revela um profundo conhecimento do autor dos bastidores informais da política.


Mais sério e preocupante é “O Laboratório Progressista e a Tirania dos Imbecis” de João Maurício Brás, um autor que gosto de ler. O tema do progressismo nas sociedades modernas é recorrente na sua obra. Dá conta da transformação progressista que se instalou nas democracias, a partir dos anos vinte do século passado introduzido por alguns filósofos nas universidades europeias e americanas. Desenvolve o tema do aborto e da eutanásia num contexto de liberdade irrestrita, cuja consequência se traduz no desenraizamento cultural, na desagregação social e na atomização do indivíduo.


A liberdade absoluta não é compatível com a vida em sociedade. Esta implica um compromisso de respeito mútuo só possível com restrições à liberdade individual por um lado, e, por outro, num contexto ético e moral indispensável, apesar da lei.


Aprofunda o tema do aborto e da eutanásia com casos concretos que provocam perplexidade e desconforto. Aborda, também com detalhe, as várias formas “modernas de reprodução, desde o recurso à procriação medicamente assistida, às barrigas de aluguer, aos bancos de esperma e à clonagem. Transito de embriões entre mulheres homossexuais, homens grávidos – transição sexual após gravidez no género feminino – e, finalmente a clonagem celular, que permite, literalmente, fabricar bebés sem interação de humanos. Refere a existência, no norte da Europa, de uma fábrica ou projeto de fábrica, de bebés, com características biológicas a pedido!


A igualdade de género parece implicar a libertação da mulher do fardo da maternidade, mas também, inevitavelmente, da educação. As exigências de carreira são o outro fardo que inviabiliza a educação dos filhos pela família. Finalmente parece viável o requisito liberal oitocentista do domínio do cidadão pelo Estado desde o berço até à cova. Assustador!

Mas não é tudo, a emergência da Inteligência Artificial associada à produção de organismos humanoides, ameaça subalternizar e controlar os humanos e extinguir as sociedades tal como as conhecemos hoje. Aterrador.


O Benfica ganhou nos Açores, 2-1 ao Santa Clara. Mais dois penaltis por assinalar a favor dos encarnados. Os árbitros, VAR incluído, decidem as classificações. O Benfica parece impotente.



15/02/2025

António Barreto